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Como explorar ao máximo o potencial de uma educação que tem no afeto seu pilar principal?

Atualizado: 28 de Jun de 2018

Pode o afeto ser um aliado dos educadores no desafio de ajudar seus educandos a superarem bloqueios criados desde a primeira infância, os mais difíceis de serem transformados? Se confiarmos na sabedoria do grande educador Rubem Alves, que acreditava que "toda experiência de aprendizagem começa com uma experiência afetiva”, podemos nos surpreender!


Desenho de um dos nossos atendidos no grupo de alfabetização do "Quero Saber..."

O desenvolvimento de habilidades socioemocionais deixou de ser um privilégio das melhores Instituições de ensino, a partir do momento que foi incorporada à Base Nacional Comum Curricular. O que foi um grande passo na direção de uma proposta de Educação Integral, em detrimento de um modelo conteudista de ensino.


Porém, o dilema é que muitos educadores ainda sentem dificuldade em entender como aplicar essa proposta na prática por estarem diante de uma sociedade que, em sua grande maioria, investe na formação de uma criança perfeita, aquela que só tira notas boas e que tem que ser a melhor em tudo.


O que não se percebe é que, para as crianças que não se enquadram nesse modelo, esse tipo de exigência acaba por gerar uma série de frustrações, sentimentos de impotência e fracasso.


As consequências? Estão a olhos vistos refletidos nas crises profundas de depressão, ansiedade, falta de referências e ética que estamos assistindo na nossa sociedade. Portanto, o que temos que nos perguntar é justamente o quanto todas essas crises não têm origem na primeira infância, por imposição dos adultos ao sucesso das crianças pelas quais eles são responsáveis?


Será que somente quando, enquanto educadores, passarmos a ter consciência de que as crianças precisam ser respeitadas, escutadas e acolhidas pelo que já são e não pela expectativa do que um dia virão a ser, é que conseguiremos compreender com mais profundidade a proposta do desenvolvimento de habilidades socioemocionais?


Será que é nessa proposta que encontraremos a fórmula para começar a sair dessa profunda crise ética pela qual estamos passando, para construir uma sociedade mais consciente, solidária e próspera?


Veja o exemplo de Matheus, um garoto de 15 anos que vivia em um abrigo e era considerado analfabeto funcional. Durante um ano ele recebeu dos ecoalfabetizadores do projeto "Quero Saber..." o respeito e a escuta necessária para que ele resgatasse a autoconfiança perdida e passasse a sentir motivação em aprender. Talvez pela primeira vez ele desfrutava da oportunidade não só de visualizar os próprios potenciais, mas também de manifestá-los.


Consequência? Diante do afastamento da sua ecoalfabetizadora, que estava prestes a dar à luz, soube expressar, em um texto de 10 linhas, sentimentos de gratidão, esperança e o quanto o trabalho tinha sido significativo. O mais importante é que essa escrita partiu de sua própria vontade, uma surpresa e sinal evidente de evolução em todos os aspectos.


Da nossa parte, foi uma grande emoção ver com os próprios olhos que momentos afetivos como esses revelam sentimentos verdadeiros e saberes ocultos, além de representarem o desabrochar de novas perspectivas e formas de nos relacionar com o processo de ensino aprendizagem.


Veja abaixo o depoimento do Matheus:

"Oi gabi eu gostei muito de ficar com você. Foi divertido demais nunca vou te esquecer. Você está no meu coração deis do dia que eu vi você eu achei que ia ser muito legal.

Pensei que eu nunca ia conseguir mas vocês me ajudaram muito eu gostei demais. Eu quero que vocês tragam o bebê para nós vermos. Espero mais da notícias do bebê. Não deixa de dar notícias. Obrigado por tudo. Valeu."



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