• Propago Social

Escutar vem antes do saber

Atualizado: 11 de jul.


 

Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas,

ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

Carl Jung



O Programa de Voluntariado do Instituto UNO é uma Tecnologia Social que abrange um conjunto de métodos e processos de atração, seleção, formação intensiva e acompanhamento de voluntários que se tornam Ecoeducadores.

Essa tecnologia social prepara os voluntários para que levem, por no mínimo um ano, uma educação transformadora, baseada em princípios de aprendizagem não tradicional e focada no fortalecimento de vínculos a crianças e adolescentes em situação de acolhimento.

De um lado, o educador voluntário oferece seu tempo, talento, trabalho e alegria. Do outro, o UNO garante profissionalismo, meios e ferramentas para realização das atividades, acompanhamento e apoio. Essa tecnologia social acredita que a relação entre voluntário e organização deve se dar a partir do respeito, da confiança e da responsabilidade com a causa.

O curso de formação de educadores voluntários, de duração de 57 horas, é pré-requisito para que o voluntário inicie seu trabalho com as crianças e adolescentes. Depois de começadas as atividades nos Serviços de Acolhimento, o Instituto UNO realiza o acompanhamento do trabalho dos ecoeducadores por meio de relatórios semanais, supervisão presencial mensal, reunião trimestral entre voluntários e supervisoras pedagógicas e um Encontro Geral para compartilhamento de experiências.



Curso de formação de educadores


Durante o Encontro Geral, o grupo de educadores compartilha seus maiores desafios, discute como colocaram em prática tudo o que aprenderam no Curso de Formação e dividem alguns casos, atividades e projetos que consideraram mais significativos daquele semestre. É também nessa ocasião, que os princípios norteadores da educação que acreditamos e praticamos se revelam de forma prática, muitas vezes, mostrando como são essenciais para construção da relação e do envolvimento das crianças e adolescentes.

Atividade realizada à distância, durante a pandemia, envolvendo mapas

Giselle e Patrícia, educadoras do Programa “Quero Saber…”, iniciaram o trabalho à distância por conta da pandemia. A princípio, distantes dos jovens, buscaram elementos de interesses em comum entre eles e logo perceberam que a dupla gostava de música e mangás, as histórias em quadrinhos de origem japonesa. Por meio de atividades relacionadas a esses temas e que envolveram até mesmo mapas, desenvolveram uma dinâmica de curiosidade e surpresa, que instigava as crianças a explorarem os temas propostos e sempre quererem saber mais. Veja mais sobre as atividades e experiência deste grupo aqui.


De acordo com Giselle, ela e sua dupla criaram “um ambiente no qual essa questão de ficar descobrindo o que eles querem saber não existe, porque a cada encontro, naturalmente, eles falam, pelo menos, duas coisas que querem saber.”. Sua dupla, Patrícia, reforça um dos princípios da educação transformadora que norteia as atividades do UNO: “a coisa mais importante é a escuta ativa.”.

Cartões desenvolvidos em atividades das educadoras Giselle e Patrícia

Monica Flemming, coordenadora pedagógica do Instituto, contextualiza que, a partir do momento que as crianças e adolescentes compreendem que os voluntários estão ali para dar atenção verdadeira a eles, constrói-se uma relação de confiança que permite que os ecoeducadores acessem os interesses deles e o processo se torna mais orgânico e simples, tal como deve ser.

Giselle, ao final, resume: “se fosse para sintetizar tudo o que falamos, acho que eu diria que eles têm voz. É importante que estejam à vontade para falar o que querem, o que sentem, criar regras… Sinto que esse ambiente em que eles sentem que têm voz permite que criem seu conhecimento, cada um da sua forma.”.


No próximo sábado, o UNO realizará o Encontro Geral dos Ecoeducadores, uma das atividades que compõem a Tecnologia Social e todo o time poderá conhecer um pouco mais sobre o processo de saber escutar o que as crianças e os adolescentes querem saber.






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