“Quero Saber…Valor”: muito além da educação financeira
- Thaís Jorge
- há 24 horas
- 2 min de leitura
Quando pensamos na adolescência, costumamos associá-la a descobertas, escolhas e construção de identidade. Mas, para muitos adolescentes que vivem em Serviços de Acolhimento, essa etapa da vida também vem acompanhada de incertezas sobre o futuro e da necessidade urgente de conquistar autonomia.
É justamente nesse contexto que acontece o “Quero Saber...Valor”, um dos projetos que compõem o Programa “Quero Saber…” do Instituto UNO. Destinado a adolescentes de 13 a 17 anos, trabalha educação financeira e comportamental como ferramentas de fortalecimento pessoal e preparação para a vida adulta.
O projeto é desenvolvidos a partir de cinco pilares:
sistema financeiro;
valor das coisas;
profissões;
consumo consciente;
transformação de dificuldade em força de ação.
Mais do que ensinar sobre dinheiro, o objetivo é promover reflexões sobre escolhas, responsabilidade, planejamento, autoestima e possibilidades de futuro.
Essa discussão se torna ainda mais urgente quando observamos a realidade da adoção tardia no Brasil. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça, mostram que entre os pretendentes à adoção, apenas 0,45% aceitam adotar adolescentes maiores de 14 anos.
Ao completar 18 anos, adolescentes que não foram adotados nem reintegrados às suas famílias de origem precisam deixar o serviço de acolhimento e iniciar uma vida autônoma. Por isso, falar sobre educação financeira, mundo do trabalho, consumo consciente e fortalecimento emocional não é um complemento: é uma necessidade.
“Hoje estou saindo de uma vida de adolescente e indo para uma vida adulta, onde vou ter que me virar. O bocado que a tia e o “Quero Saber…” me ensinaram durante essa trajetória de 6 meses é algo muito incrível.” - Matheus, 17 anos
“O “Quero Saber…” nos ensina muitas coisas que vão servir pro nosso futuro, como trabalho e fazer currículos. Sempre procura dar oportunidades da gente mudar e sermos pessoas melhores. Mesmo velhinhos vamos lembrar com amor e carinho deste “curso” maravilhoso.” - Ana Clara, 14 anos
“Aprendi a usar dinheiro no mercado, para pagar contas e para me divertir também. Vi a realidade lá fora também.” - Júlio, 17 anos
No UNO, acreditamos que oferecer oportunidades de aprendizagem também é uma forma de cuidado. Apoiar adolescentes a construírem caminhos possíveis, conscientes e dignos é parte fundamental da transformação social que queremos promover.





















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